Intervenção comunitária para modificar as atitudes da população de risco em relação aos pacientes com hanseníase
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21984807Palavras-chave:
hanseníase; estigma social; conhecimentos, atitudes e prática em saúde; intervenção baseada na comunidade; educação em saúde; discriminação socialResumo
Introdução: a rejeição aos pacientes com hanseníase baseia-se no escasso conhecimento e compreensão sobre a doença, daí a importância de implementar estratégias que contribuam para reduzir o estigma que ela gera.
Objetivo: avaliar uma estratégia de intervenção comunitária que contribua para modificar atitudes de rejeição e discriminação da população de risco para hanseníase em relação aos pacientes com esse diagnóstico.
Método: estudo pré-experimental, com pré-teste e pós-teste, realizado em 67 pacientes que integram a população de risco para hanseníase da comunidade El Asiento, Chambas, durante o período de 2024–2025. Determinou-se a confiabilidade do instrumento e aplicou-se o teste de Wilcoxon.
Resultados: a confiabilidade do instrumento foi de 0,896. Quanto ao nível de informação sobre hanseníase, predominou no pré-teste o nível Muito baixo e Baixo (curabilidade 46,2%, manifestações clínicas 58,2%, transmissão 56,7%, prevenção de incapacidades 52,2%); após a intervenção, os níveis subiram significativamente para Muito alto e Alto. Quanto à atitude no pré-teste, a aceitação teve nível Baixo (64,2%) e a rejeição nível Alto; houve mudança significativa no pós-teste, reduzindo a rejeição para níveis Muito baixo e Baixo e predominando a aceitação em níveis Muito alto e Alto. O teste de Wilcoxon apresentou resultados estatisticamente significativos.
Conclusões: a estratégia de intervenção comunitária foi efetiva para modificar as atitudes de rejeição e discriminação em relação aos pacientes com hanseníase.
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