Laserfluorescência qualitativa no diagnóstico do limite da cavidade
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.10136113Palavras-chave:
laserfluorescência, diagnóstico, limite de cavidadeResumo
Introdução: a fluorescência induzida por laser é capaz de discernir entre tecido saudável e doente e tem sido aplicada em diversas áreas da Odontologia. Entretanto, a laserfluorescência qualitativa tem sido pouco estudada para determinar o limite da cavidade. Objetivo: avaliar a eficácia e segurança do uso da fluorescência do laser, em λ=450 nm e 405 nm, na detecção do limite da cavidade. Método: foram selecionados 45 dentes ex-vivo, que apresentavam pelo menos uma localização de cárie dentinária. Foram determinadas 83 áreas para o estudo nas quais a fluorescência foi medida usando três sistemas com diferentes comprimentos de onda (405-450 nm). A segurança do teste foi calculada com as categorias de cores recomendadas pelo fabricante e uma escala resultante da recodificação das variáveis. Utilizando o software Pilxelmator MAC, as variáveis de cores RGB foram convertidas em valores quantitativos da escala CIE. Os dados foram digitados no programa estatístico SPSS 19.0. Foram aplicados testes de significância (α≤0,05). Resultados: as categorias de cores recomendadas pelo fabricante não correspondem às escalas que apresentam melhor sensibilidade e especificidade. A laserfluorescência (405 nm-450 nm) é mais específica do que sensível. As variáveis L*a*b são capazes de diferenciar entre dentina recuperável e não recuperável e o LIF-405 nm discrimina entre as camadas que delimitam o limite da cavidade. Conclusões: a fluorescência induzida por laser é um método útil para diagnosticar o limite da cavidade, embora as recomendações do fabricante devam ser modificadas. O sistema L*a*b pode ajudar a eliminar a subjetividade do operador.
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